Pequim
Vale a pena respirar o ar desta cidade?

Pequim por ela

Passamos uma semana em Pequim, ou Beijing como é mais conhecida a capital da gigante China, e infelizmente esta cidade não nos proporcionou uma boa experiência. Saímos de lá decepcionados com diversas coisas, em especial com as pessoas e a poluição que de tão forte se confundia com neblina.

Tivemos o azar de ir à Pequim depois do Japão. A sociedade japonesa nos deixou “mal-acostumados”, e, portanto, o choque cultural foi alto demais!

Não quero generalizar a imagem do país como um todo, afinal nossa experiência aqui foi de somente uma semana em somente uma cidade (e em uma semana de feriado nacional ainda por cima).

Obviamente Pequim é apenas uma das milhares de facetas da China, um país de proporções continentais que tem uma cultura milenar interessantíssima, a famosa medicina tradicional chinesa, paisagens magníficas em seu interior, o Himalaia e até o Tibet (apesar do conflito político). Mas os problemas sociais, de super-população, de higiene, entre outros, que vimos mostram um lado chinês que transcende as fronteiras da capital do país…

Dia 1: Toquio -> Beijing

Viagem de 4 horas de Tóquio a Pequim, pela Air China, em um vôo horrível! Muita turbulência e comissários um tanto quanto mal-educados – um claro sinal do que estava por vir…

Monte Fuji e a "gigante" Tóquio
Monte Fuji e a “gigante” Tóquio

A única coisa boa foi a visão do Monte Fuji que tivemos saindo de Tóquio! Inesquecível!! Do avião vimos claramente a imponência da montanha… mais de 3.700m de altura sobre Tóquio, que parece pequena e quase insignificante em sua base… nada como ver as coisas do ponto de vista correto para sabermos nosso real tamanho…

Chegando no aeroporto de Pequim trocamos dinheiro e procuramos um taxi, e aí os chineses já mostraram toda sua “receptividade” com turistas…

A atendente do balcão de taxis oficial do aeroporto queria nos empurrar dois taxis, alegando que nossa bagagem não caberia no mesmo carro que nós. Relutamos com a ajuda de mímica, pois ela praticamente não falava absolutamente nada em inglês (assim como a maioria esmagadora de chineses), até que uma hora desistimos de brigar e fomos procurar um taxi sozinhos na rua mesmo.

No final deu certo, e mais de 1 hora depois conseguimos chegar em nosso apartamento, apesar do trânsito super congestionado e do motorista “arredondar” nossa conta para cima e não nos devolver o troco da viagem.

Nossa casa em Pequim!
Nossa casa em Pequim!

Estávamos hospedados no bairro de Chaoyang, onde fica o Central Business District (CBD) de Pequim. Este bairro é gigante, o mais populoso da cidade – só neste bairro vivem mais de 3,6 milhões de pessoas – central e muito movimentado. É supostamente um bairro mais “ocidentalizado”, pois é aqui que ficam os prédios das grandes empresas multinacionais, as embaixadas, shoppings centers e lojas de marcas luxuosas, e consequentemente onde se concentram as pessoas que vêm a Pequim a negócios. Porém, ainda assim, o que se vê nas ruas é a realidade chinesa nua e crua: sujeira, pobreza, individualismo e diferenças sociais absurdas.

Nosso apartamento era grande, especialmente depois de 4 mini-apartamentos no Japão, mas sujo… Descobrimos ao longo de nossa semana aqui que higiene e limpeza não são definitivamente pontos fortes dos chineses, é cultural mesmo!

E outra surpresa foi a internet: o governo chinês bloqueia sites como Google, Facebook e YouTube! Inacreditável! Claro que existem meios de “burlar” o bloqueio, através dos VPNs, mas por receio decidimos tirar “férias” das redes sociais durante esta semana (o Google fez muita falta!).

Dia 2: Até o supermercado é uma aventura

Arroz a granel
Arroz a granel

Fomos fazer nossas compras da semana em um Carrefour perto de casa, enorme, sujo (já esperado a esta altura) e com muita gente (mais esperado ainda…). E de maneira geral achamos quase tudo caro!

Encontramos muitos ingredientes “normais” e que garantiram nossas refeições aqui, já que com base no que vimos em relação a higiene, comer fora estava fora de cogitação! Compramos legumes, verduras, arroz, noodles, e feijão verde miudinho, delicioso, chamado Mungbean ou feijão-mungo, que não conhecia e adorei.

Mas a surpresa ainda estava por vir…

O mercado tem uma sessão enorme só de animais vivos! Peixes, camarões, caranguejos, e até tartarugas!!! E a forma bizarra e desumana que eles mantinham estes animais era de doer o coração. Os animais ficavam em aquários imundos ou bandejas, amontoados, tentando escapar dali em uma última tentativa desesperada de sobrevivência, pulando e muitas vezes caindo no chão ou em outra bandeja.

Vimos camarões pulando e caindo nas bandejas dos caranguejos, que por sua vez caíam no chão, e claro, todos eram colocados de novo no lugar com a maior naturalidade…. Mas as tartarugas foi a pior cena, a mais triste… Tudo sendo vendido para virar comida, de uma forma assustadora.

Depois de todo o encantamento que tive com a cultura japonesa, tudo que estava vendo na China me chocava de forma negativa a cada instante…

Voltamos pra casa e, antes de utilizar qualquer utensílio na minha cozinha, lavei e esterilizei tudo!

O resto deste dia foi dedicado ao planejamento do nosso roteiro na cidade e na finalização dos posts para o lançamento dos blogs (nossos blogs estavam quase prontos! O plano era lançar na China, mas com tantos sites bloqueados tivemos que adiar o lançamento).

Dia 3: Tentativa #1 de visitar a Cidade Proibida

Pegamos um taxi até a Praça da Paz Celestial – tivemos que mostrar para o motorista o nome do destino em chinês, pois naturalmente ele não entendia nada de inglês. Já entendemos o esquema daqui e saímos de casa prevenidos com os devidos nomes escritos ou “printados” em mandarim.

Parque da Cidade Proibida
Parque da Cidade Proibida

Depois de 15 minutos de carro conseguimos chegar na rua lateral da praça, e resolvemos descer antes do nosso destino final pois o trânsito estava totalmente parado. Por causa do feriado nacional de comemoração à Pátria (5 dias de feriado!) algumas ruas ao redor da praça estavam bloqueadas, e aí o trânsito que já é ruim parou de vez.

Descemos em uma rua estreita, cheia de comércio popular e restaurantes, lotada de gente, com miséria e sujeira explícitas, e fomos caminhando até entrarmos no parque da Cidade Proibida.

O parque é bem bonito, conhecemos algumas construções antiquíssimas que hoje são museus, mas na Cidade Proibida propriamente dita não conseguimos entrar pois os ingressos já haviam se esgotado. Nos disseram que deveríamos voltar no dia seguinte mais cedo para tentar comprar os ingressos (com mímica, claro). De novo por causa do feriado estava tudo um caos! Pessoas do país todo vêm para a capital participar dos festejos, ou seja, semana errada para estar em Pequim!!!

Era tanta gente, mas tanta gente, que chegamos a ficar com receio de andar no meio da multidão! É assustador e quase claustrofóbico!!

Pessoas tentando ingresso na entrada da Cidade Proibida
Pessoas tentando ingresso na entrada da Cidade Proibida

Mas mais assustador que o número de pessoas são os comportamentos que vimos…

Todo mundo aqui em geral só pensa em si mesmo e nada no coletivo. Ninguém oferece ajuda, no trânsito (e no dia-a-dia) se dá bem que é mais esperto, quem grita mais, no metrô as pessoas se esbarram para entrar e sair dos trens e ninguém conhece o conceito de fila. Isso foi incrível, muitas vezes no metrô eu estava esperando para entrar (com o Chico no colo!) e os chineses simplesmente cortavam a fila, esbarrando e quase me derrubando para poder entrar ou sair na minha frente! Ninguém espera quem está dentro do trem sair para poder entrar, e vira um empurra-empurra violento e sem sentido! Não existe absolutamente nenhum respeito ao outro!

Enfim, voltamos caminhando do parque até uma grande avenida ali perto, para tentarmos pegar um táxi ou metrô para casa, e passamos pelas famosas barracas que vendem todo tipo de insetos no espeto!! Besouros, gafanhotos, cobra, lacraias, minhocas, lesmas, aranhas, cavalo marinho, carne de cachorro e gato, e até tubarão-bebê!! Fiquei espantada com tudo, mas o filhote de tubarão no espeto foi demais… E o cheiro das comidas era muito forte, tudo frito com sabe-se lá que qualidade de óleo… Culturalmente falando é interessante de se ver, mas não tivemos coragem de provar nada.

E estas barracas ficavam ao lado de grandes lojas de luxo em uma linda e enorme avenida! Um dos muitos exemplos que vimos das contradições da China comunista…

Insetos no espeto!
Insetos no espeto!
Tubarão-bebê
Tubarão-bebê

Dia 4: Tentativa #2 de visitar a Cidade Proibida

Metro em Pequim
Metro em Pequim

Saímos mais cedo de casa para tentar entrar na Cidade Proibida, mas antes paramos na Praça da Paz Celestial, também conhecida como Praça Tiannamen.

Fomos de metrô desta vez – surpreendentemente o metrô é excelente, bem fácil de entender! Mas, como comentei, a fila não existe para nada… Mesmo pessoas com preferência (teórica) como eu, com o Chico no colo, ou idosos, tem que entrar no meio do tumulto, porque ninguém dá espaço! Impressionante!!!

A praça Tiannanem é enorme, bem bonita, com jardins super bem cuidados, imponente e pomposa! Lotada de gente com adesivos de bandeira da China colada na bochecha por causa do feriado (LOTADA!!), e cheia de militares marchando orgulhosos de maneira quase robótica, com olhar de “mau”… E chineses sendo chineses, claro… As crianças fazem xixi em qualquer lugar, na rua, na calçada, na praça, e juntando isso com outros fatores de falta de limpeza, dá pra imaginar o cheiro dos ambientes…

Chegando na praça em meio a uma multidão
Chegando na praça em meio a uma multidão
Praça da Paz Celestial
Praça da Paz Celestial
Jardins bem cuidados na praça
Jardins bem cuidados na praça
Outro ânguloz
Outro ângulo dos jardins e arquibancadas ao fundo
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Monumentos e esculturas imponentes espalhadas na praça

Esta praça é feita para caber 600mil pessoas em pé, fora as arquibancadas ao redor da foto imensa do Mao Tsé-Tung, em um cenário bem típico de regimes ditatoriais… Esta visita foi bem interessante do ponto de vista político para entender o poder que este governo tem sobre o povo, e o tamanho do nacionalismo dos chineses… O difícil para mim foi entender como estas pessoas acreditam e quase veneram um governo ditador disfarçado de comunista, vivendo da maneira que vivem… Triste ver um nacionalismo cego como este, que tem sua base na ignorância, na miséria e no subdesenvolvimento…

Uma outra coisa incrível aqui era como eles olhavam para mim com o Chico no sling! Eu me sentia um ET!! E como o Chico foi assediado aqui… As pessoas pegavam ele no colo sem minha autorização, algumas vezes até o tiravam dos meus braços sem pedir e davam beijos nele!!! Na boca inclusive!!

Nas primeiras vezes quase enfartei de susto, mas depois percebi que era uma mistura de curiosidade com um tipo de “obsessão” por crianças… Talvez pela política do filho único (que acabou há algumas semanas atrás), onde eles eram obrigados a terem somente um filho mesmo quando gostariam de ter mais… aliás essa também é parte da explicação do egoísmo e individualismo das pessoas, a chamada Little Emperor Syndrome, a geração de filhos únicos chineses que têm esse comportamento justamente por serem filhos únicos…

Dei almoço para o Chico em um cantinho da praça, com uma plateia me olhando, querendo ver de perto que tipo de comida eu estava dando para ele e tirando fotos nossas. Experiência indescritível e quase assustadora!!!

Tentamos entrar novamente na Cidade Proibida, bem mais cedo que no dia anterior, mas os ingressos já estavam esgotados outra vez…

Fomos embora frustrados para o metrô, e decidimos ir até o Temple of Heaven.

Este local é um complexo medieval de templos religiosos, construído no século XV, que fica dentro de um parque enorme.

Um dos Templos do Complexo Temple of Heaven
Um dos Templos do Complexo Temple of Heaven
Escadarias para entrar em um dos templos
Escadarias para entrar em um dos templos
Temple of Heaven
Temple of Heaven

As construções são lindas e muito imponentes, e o parque é muito bonito também. Este parque é muito utilizado pelas pessoas para práticar esportes, brincar com as crianças e até mesmo dançar! Vimos uma aula pública de dança de salão super divertida!

E o assédio ao Chico continuava, as pessoas continuavam a tirar fotos e insistiam em pegá-lo no colo sem nos pedir!

Chico sendo fotografado no Temple of Heaven
Chico sendo fotografado no Temple of Heaven

Dia 5: Grande Muralha da China!

Quase madrugamos para nossa longa viagem até o ponto específico que queríamos visitar na Muralha: Setor de Mutianyu!

E nosso perrengue começou cedo também… Depois de voltas e mais voltas a pé para encontrar a estação, entramos no ônibus errado e o motorista nos expulsou aos gritos! Depois de pedir informação para várias pessoas na base da mímica, finalmente um ser iluminado nos ajudou e nos indicou o local correto.

Chegamos na estação correta e tivemos que encarar uma fila imensa de turistas e moradores locais, com o agravante dos chineses espertinhos que querem passar na frente pois desconhecem esta pequena convenção social chamada fila…

A viagem de ônibus demorou 2 horas e meia. Muito trânsito para sair de Pequim, poltronas super apertadas, gente viajando em pé no corredor… essa viagem foi uma experiência no mínimo interessante…

Uma vez no ponto final, já em Mutianyu, ainda foi preciso pegar uma van para irmos até a base da montanha onde fica a muralha. E um detalhe, é necessário negociar individualmente com os motoristas das vans a cada trajeto! Não existe uma “tabela de preços” para os transportes, é tudo na base da negociação, do humor do dia, e da proporção de oferta/demanda do momento!

Tivemos a sorte de conhecer no ônibus dois chineses do interior do país que iriam para o mesmo destino que o nosso, então eles negociaram um preço mais camarada (preço para locais!) e embarcamos na mesma van!

Bondinho que sobe a montanha até a Muralha
Bondinho que sobe a montanha até a Muralha

Meia hora depois chegamos na montanha! Lá existe um centro de visitantes muito bem estruturado, com vários restaurantes, lojas de souvenirs, banheiros, ônibus e bondinhos que te levam até a entrada da muralha. Esse bondinho economiza nada menos que 4.000 degraus de subida! Não é barato, mas vale muito a pena, ainda mais quando se está com um bebê!

Almoçamos e pegamos o ônibus que nos levou até o bondinho, que por sua vez nos levou até a muralha em si (mas não sem antes enfrentarmos mais uma fila enorme, no sol, para conseguir entrar no bonde!).

E finalmente, pisamos na Grande Muralha da China!!!

A sensação de caminhar sobre ela é indescritível, tão emocionante que você até esquece toda a maratona necessária para chegar até aqui! Vale muito a pena!!

Caminhamos bastante sobre a muralha, num sobe e desce longuíssimo e super intenso, com montanhas lindas ao redor!! A paisagem da muralha se perdendo no horizonte sobre o verde destas montanhas é sensacional!

Eu olhava, e olhava de novo, quase não acreditando que estava de fato lá! É muito especial!

Muralha!!
Muralha!!
Chico mamando na Grande Muralha!
Chico mamando na Grande Muralha!
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Se perdendo no horizonte…

Na volta pegamos outra fila enorme para o bondinho, e seguimos todo nosso longo trajeto de volta. Van até o ponto, ônibus até Pequim (que desta vez foi mais rápido e demorou somente 2 horas!), e metrô até em casa. Chegamos quase 22h, exaustos, mas empolgados com nosso dia incrível!

Dia 6: Casa

No dia pós-Muralha decidimos ficar em casa, descansando, escrevendo, e brincando com o Chico! Dia relax depois da maratona de ontem!

E sair naquela poluição toda também não nos apetecia. Com o final do feriado as fábricas voltaram a funcionar e a poluição, que havia diminuído nos últimos dias, voltou firme e forte, parecendo uma neblina densa sobre a cidade… Até os prédio na frente da nossa janela ficavam quase ocultos…

Poluição em Pequim vista da nossa janela
Poluição em Pequim vista da nossa janela

Dia 7: Meu aniversário da China!

Nosso último dia em Pequim e meu aniversário!!

Fomos a pé até o Silk Market, uns 20 minutos caminhando e respirando aquele ar quase insuportável com um cheiro que era uma mistura de fumaça tóxica e fuligem.

Me senti mal por estar expondo o Chico e a mim mesma àquilo.

Silk Market
Silk Market

Chegamos ao famoso mercado de Seda de Pequim, imaginando que era um shopping popular, aberto – e era, mas foi “reformado” há um tempo atrás. Agora é um shopping normal, fechado, com 7 andares cheio de lojas feias e duvidosas, abarrotadas de roupas empilhadas no melhor estilo “camelô”, vendendo produtos supostamente originais de marcas luxuosas, além de lojas de souvenirs e eletrônicos. E uma ou outra de produtos de seda.

Não sabemos se os produtos são falsificados ou verdadeiros, mas o fato é que tudo é negociado de uma maneira muito insana! Os preços começam altíssimos e os vendedores fazem de tudo para que você compre a mercadoria, e aí os descontos começam a pipocar…

Não compramos nada e saímos de lá com a certeza que é mais um lugar que não vale a pena conhecer aqui…

De lá pegamos um metrô para ir até Sanlitum, que é uma região dentro do bairro de Chaoyang onde se concentram as embaixadas, bares, restaurantes e lojas de luxo (desta vez as verdadeiras). O lugar é bem badalado e nobre, e tem um shopping luxuosíssimo, o I.T Beijing Market, com todas as marcas mais caras que temos no mundo ocidental, além de restaurantes e cafés de preços escandalosos.

Shopping Beijing Market
Shopping Beijing Market

Uma das maiores contradições que vimos nesse comunismo bizarro da República Popular da China…

Voltamos pra casa e saímos no mesmo dia para o aeroporto, rumo a Kuala Lumpur, na Malásia!!

Meu grande presente de aniversário foi sair de Pequim!

Resumo da minha experiência em Pequim:

Que cidade é essa? Que povo é esse?

Em Pequim tudo é muito grande, muito cheio de gente, muito poluído, muito sujo, muito longe, e muita coisa cheira mal, principalmente as ruas e calçadas.

Mas as pessoas… ah as pessoas… que decepção…

Como vive uma sociedade onde ninguém se ajuda, onde as pessoas precisam utilizar de uma certa “esperteza” o tempo todo para sobreviver, onde a sujeira, a falta de higiene e a poluição são inacreditáveis e alarmantes?

Como vivem mais de 20 milhões de pessoas respirando aquele ar tóxico todo dia, o dia todo, a vida toda??? Seguramente isso tem efeitos catastróficos na saúde pública, fisica e mental…

É difícil admitir, mas saí de Pequim agradecendo por não ter nascido lá. Foram experiências fortes sem dúvida, que geraram este sentimento forte de rejeição, mas a China é um dos poucos países que tenho a certeza que não moraria e provavelmente não voltaria nem como turista…

Fora a Grande Muralha, que é absurdamente fantástica, respirar o ar desta cidade é um preço muito alto a se pagar para conhecê-la…

Destaques da nossa viagem

– Grande Muralha! Emocionante e imperdível!!

– Aulas públicas de dança de salão no parque do Temple of Heaven: lindas e divertidíssimas!

– Sanlitum, para conhecer bares e restaurantes, e ver de perto o absurdo da diferença social em Pequim

– Individualismo extremo das pessoas

– Poluição inacreditável

Para mais detalhes da nossa experiência com bebê em Pequim, contamos tudo lá no ChicoOnTheRoad!

Próxima parada: Kuala Lumpur!

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